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7 Princípios de uma Psicoterapia Psicanalítica Relacional


Olá pessoas, tudo supimpa? Talvez não né?! Enfim... Vamos ao texto de hoje?


Os 7 princípios a serem trabalhados durante o processo psicoterápico são:

  1. Foco no afeto;

  2. Identificar inibições e defesas;

  3. Mapear e compreender temas recorrentes durante a vida;

  4. Entender sua história de vida com foco nas etapas de desenvolvimento anteriores;

  5. Foco nos relacionamentos que constituem a base da sua personalidade;

  6. Explorar a Fantasia (memórias, sonhos, imagens);

  7. Desenvolver e aprofundar a aliança terapêutica;


Hoje falaremos dos quatro primeiros, já dando dicas sobre o quinto, que exploraremos mais detidamente em outro momento. Vamos a eles?


Foco no Afeto

Na Psicanálise Relacional o foco da atenção durante as sessões são os afetos. A escuta analítica estará atenta ao circuito dos afetos, amor, ódio, indiferença, angústias... enfim, todo o colorido da vida emocional do paciente será abordado. O objetivo é ajudar o paciente a articular sua vida emocional de maneiras novas e mais criativas, com maiores nuances, isto é, ampliar o repertório da pessoa a respeito da sua emocionalidade.

É comum no relato dos paciente a frase "não sei o que estou sentindo", ou "esse sentimento veio do nada"; frases como essas são cuidadosamente exploradas, convidando a paciente a refletir sobre o contexto em que esses afetos emergiram, o que eles estão dizendo a você sobre você mesma. A ideia é que os momentos de tensão passem a ser vistos como formas de comunicação da pessoa com ela mesma. O intuito não é suprimir ou até mesmo catalogar tudo o que se sente, mas entrar em um relacionamento mais rico e profundo consigo mesma por meio da ampliação da compreensão dos movimentos inconscientes manifestos por meio do sentir.

Uma vida rica em possibilidades e ampla de sentidos é necessariamente uma vida capaz de sentir todo o espectro de emoções possíveis sem medo de autodestruir-se, desintegrar-se, sem medo de perder-se. Isso vale tanto para afetos tidos como ruins, como angústia, ansiedade, como para afetos tidos como bons, como alegria, entusiasmo etc.

Identificar Inibições e Defesas

Ao identificar nossas inibições e defesas, isto é, os modos comportamentais e de pensamento pelos quais evitamos situações desconfortáveis, estamos desenvolvendo uma compreensão mais ampliada sobre a história da pessoa. Questões que são levantadas são: por que motivo evito essa interação com essa pessoa, nesse contexto? O que isso diz sobre minha história de vida, sobre minhas relações anteriores, sobre como eu me entendo e me coloco a disposição, ou não, para compartilhar o momento com os outros?

Não somos inibidos de maneira indistinta e nosssas defesas não são aleatórias, elas contam do nosso funcionamento global de maneira mais detalhada que nosso narrar consciente da nossa história permite. Identificar nossos padrões comportamentais, emocionais e comportamentais permitem abrir essa história, essa narrativa para novas possibilidades, permitindo uma compreensão mais ampliada e libertadora dos motivos por trás de nossa conduta.


Mapear e Compreender Temas Recorrentes Durante a Vida

Muitas vezes os pacientes trazem questionamentos que giram em torno da seguinte questão: por que continuo me envolvendo em situações desse tipo (relacionamentos abusivos, ciclos de autodestruição, interrupção de projetos de vida, demissões etc). Durante a análise relacional esses temas ficarão cada vez mais claros, os padrões vão emergindo, e o objetivo será ampliar a compreensão do porquê a pessoa se coloca nessa repetição mortífera. Quais os ganhos? O que de mais devastador me amedronta de forma tal que colocar-me em situações como essa parece ser uma solução melhor que conhecer e encarar esse "buraco negro"? Um percurso difícil, obviamente, no qual a pessoa arrisca a entrar em contato com situações capazes de produzir sensações e emoções desestruturantes da própria personalidade. Mas um percurso feito com cuidado, acompanhado de perto pela sensibilidade do analista que, ele mesmo, já experimentou essa jornada, por isso sabe o quanto pode ser difícil.


Entender Sua História de Vida com Foco nas Etapas de Desenvolvimento Anteriores

Um desdobramento natural dos princípios anteriores é a investigação a fundo na história de vida da pessoa, principalmente, na história dos relacionamentos mais importantes para a estruturação da personalidade. Daí que voltarmos nosso olhar para a infância é fundamental. Como dizia o escritor norte-americano Mark Twain "a infância é o pai do homem", é lá que encontraremos as bases do funcionamento mental atual. E é lá também que está o recurso necessário para ampliar as formas de ser e interromper as repetições sem sentido, aprofundando a capacidade de viver, de sentir e de amar.


E aí, gostaram? Querem saber mais? Logo falo sobre os outros princípios e ficará mais claro o que esperar e como é uma análise relacional.

Até breve!






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